Dinonias está de volta, após as férias, aqui estou..
Mas se esperam lenga-lengas sobre a minha viagem me adicionem no facebook, pois irei direto a música.
Volto a um tema batido, mas respeitável.. O futuro da música.
18 euros um CD, 40 reais um CD nacional, 10 dólares um CD de baixa qualidade no itunes, ou nada para a nenhuma qualidade dos downloads?
a resposta é óbvia: NÃO HÁ OPÇÕES para quem gosta de música!!! percebem o quão grave é isso?
o avanço é alucinante, o progresso imparável, mas e o caminho? desconhecido! um trem bala fora dos trilhos!
se tenho a solução? claro que não! caso tivesse não estaria nessa angústia desesperada de estar aqui a bordo!
mas voltando às opções, onde mais me preocupa, as pessoas optam é claro pelo gratuito, e cada vez mais elas vem acostumando seus ouvidos a baixa (quase zero) qualidade sonora. E percebo ao longo desses anos a queda na exigência quanto as gravações e uma diminuição da preocupação quanto a fidelidade ao instrumento. Ou seja, a resolução do problema caiu sobre as costas da própria música, INACEITÁVEL!!! A música é um dos maiores bens da humanidade, e deve ser tratada com devida importância. Façam essa experiência, comprem um cd que gostem muito e o escutem, em um sistema de som (descente), prestando atenção nos detalhes e na engenharia de som trabalhado. Depois, baixem o mesmo cd e percebam o quanto de emoção se perde ao reduzir a música em bytes!
Eu, nervoso?? Sim, claro que estou! Fui na virgin com a minha listinha de CDs e ne deparo com os preços astronômicos de 20 euros cada! Caro! Muito Caro! Então eu vou baixar os cds da internet e ouvi-los em MP3.. MAIS CARO AINDA! Como eu já disse: não há opções. E o futuro rumo ao abismo musical.
Bom, de resto foi tudo bem, minha viagem foi maravilhosa. haahahaha
É isso ai e não deixem de escutar o novo TAOCast 7!
Aquele abraço aos adeptos!!

Frank Zappa diz que não há como uma tendência de rock se firmar se não propor um novo método de se vestir ou um novo corte de cabelo. E que uma empresa de refrigerantes é quem patrocina essa tendência.
A indústria cultural confere tanta importância aos cortes de cabelo e aos meios de se vestir que se esquece que existe uma cultura musical, uma estrutura meritocrática, um respeito do artista por seus companheiros. E o artista, vislumbrado com a fama, joga pra trás tudo que estava ao seu lado e deixa de lado tudo que ficou para trás.
Chorão demitiu a banda inteira dele e montou uma nova. O sucesso continua.
Beatles tinha uma relação maravilhosa com George Martin. Michael Jackson tinha uma relação maravilhosa com Quincy Jones. Se a industria cultural visse que o produtor também tem uma função importantíssima no processo, talvez alguns rumos seriam mudados.
O produtor poderia realmente interferir no processo e liberar a música pela internet APENAS em 320kbps. Qualidade perfeita, “noiseless”.
Mas a internet não se preocupa com qualidade, apenas com rapidez. O compromisso da internet é levar o mais rápido possível a música para o iPod. E 256k não é tão diferente de 320k. E acaba que 192k não é tão diferente de 256k. E, no final das contas, praticamente tudo que ouvimos é em 128k, pois não é tão diferente de 196k.
Se o produtor também tivesse voz ativa sobre uma banda, se ele tivesse um papel importante no grupo – como george martin tinha, como quincy jones tinha, as músicas só seriam liberadas no iTunes Store com 320kbps.
Mas infelizmente o produtor não tem voz fora do estúdio de gravação. Só as empresas de refrigerante é que opinam.
E acaba que os artistas ficam mais preocupados com o corte de cabelo do que com a qualidade da música.
Eu já tive muitos LP’s. Depois tive muitos CD’s. Todos eles sempre muito caros e difíceis de achar.
Aí veio o Napster e o mundo free. Vendi todos os meus CD’s e comprei um player de mp3. Hoje sou feliz.
Acho.
Abraços.